O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema, pré-candidato do Partido Novo à Presidência da República, defendeu nessa segunda-feira (22) um amplo pacote de ajuste fiscal, com foco na redução de gastos públicos, reformas estruturais e revisão de programas sociais. As declarações foram feitas durante evento promovido pela Confederação Nacional da Indústria, em Brasília.
Zema afirmou que, caso seja eleito, pretende implementar um “choque contra a gastança” na administração pública e defendeu que o corte de despesas deve ser superior ao realizado durante o governo Michel Temer. Segundo ele, a contenção dos gastos seria essencial para a redução das taxas de juros e para a retomada dos investimentos privados no país.
“O juros só vão cair na hora de acabar essa gastança”, declarou o pré-candidato, ao defender uma política econômica baseada no equilíbrio fiscal como condição para o crescimento.
Entre as propostas apresentadas, Zema destacou a defesa de uma nova reforma da Previdência, argumentando que o aumento da expectativa de vida exige mudanças adicionais no sistema previdenciário. Ele também propôs uma reforma administrativa com foco na redução de custos e na ampliação da eficiência do setor público.
O pré-candidato ainda defendeu a revisão de programas sociais, afirmando que parte dos beneficiários permanece por longos períodos dependente de transferências de renda, mesmo com oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Segundo ele, pessoas que recusam sucessivas ofertas de emprego não deveriam continuar recebendo benefícios.
Na área econômica, Zema reforçou seu posicionamento favorável à privatização de estatais, argumentando que os recursos obtidos poderiam ser utilizados para reduzir a dívida pública e financiar investimentos em infraestrutura. Ele também criticou a gestão dessas empresas. “Estatal serve para a politicagem, e não ao povo”, afirmou.
O ex-governador também propôs mudanças nas regras trabalhistas, incluindo a criação de um regime alternativo à Consolidação das Leis do Trabalho (Consolidação das Leis do Trabalho), com modelos mais flexíveis de contratação, como pagamento por hora. Segundo ele, o objetivo é ampliar as opções de formalização do trabalho no país.
Zema afirmou ainda que os juros elevados são um dos principais entraves ao crescimento econômico brasileiro e defendeu que a combinação de ajuste fiscal, aumento da produtividade e reformas estruturais poderia impulsionar a indústria e elevar a renda.
Por fim, o pré-candidato criticou propostas que, em sua avaliação, não enfrentam problemas estruturais da economia, citando o debate sobre o fim da escala 6×1 como exemplo de medidas que, segundo ele, não resultariam em aumento de renda ou crescimento econômico.
Com informações do SBT News
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