“Lula é maior que a esquerda”, afirma ministro ligado ao PSB em defesa de fala do presidente no G7

Foto: reprodução
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O ministro do Empreendedorismo e dirigente do PSB, Paulo Henrique Pereira, afirmou nesta terça-feira (23) que o presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva “é maior do que a esquerda” e ultrapassa os limites dos partidos do campo progressista. A declaração foi feita em defesa do chefe do Executivo após polêmica gerada por fala recente no encontro do G7, quando Lula afirmou não ser “esquerdista”.

A declaração do presidente provocou reações divergentes entre aliados e críticos. Para Pereira, no entanto, a afirmação reflete a amplitude política do mandatário. “Lula é maior do que a esquerda, e também dos partidos do campo progressista”, disse o ministro, em entrevista ao programa Sala de Imprensa.

O ministro afirmou ainda que observa um presidente “cada vez mais rejuvenescido, animado e exigente” às vésperas do novo ciclo eleitoral. Na avaliação dele, Lula ocupa uma posição política de centro-esquerda e mantém diálogo com diferentes segmentos da sociedade, incluindo setores liberais e do empreendedorismo.

“É um homem de centro-esquerda que enfrenta a extrema direita porque nunca atacou o capital brasileiro, a liberdade econômica, o espaço do empreendedor”, declarou.

Durante a entrevista, Pereira também afirmou que o presidente representa tradições históricas da esquerda brasileira, mas com alcance eleitoral mais amplo do que o campo ideológico. Segundo ele, Lula agrega apoio de diferentes grupos sociais, incluindo eleitores de perfil liberal e ambientalista.

“Lula tem sempre mais voto que a esquerda, ele tem voto de uma parcela popular, também liberal, do mundo ambiental. É um homem profundamente ponderado”, afirmou.

O ministro também provocou a oposição ao questionar o legado de governos anteriores no campo do empreendedorismo e afirmou que a atual gestão tem ampliado políticas voltadas a micro e pequenos empresários. Ele destacou ainda que programas de transferência de renda têm impacto direto na economia local, ao estimular consumo e geração de atividade produtiva.

Segundo ele, a principal fragilidade da esquerda atualmente estaria na comunicação política, especialmente na capacidade de persuadir o público. Ainda assim, defendeu que o governo Lula-Alckmin apresenta resultados relevantes na área econômica e social, sobretudo para pequenos empreendedores.

 

Com informações do SBT News

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