A morte da ex-deputada estadual Grazielle Machado, de 45 anos, ocorrida na madrugada desta quarta-feira (24), em Campo Grande, pode ter sido provocada por uma infecção causada pela bactéria Salmonella. A causa oficial do óbito ainda não foi confirmada, mas informações preliminares apontam que a ex-parlamentar apresentou um quadro grave após consumir uma refeição à base de macarrão com camarão, alho e óleo na última segunda-feira (22).
Após a refeição, Grazielle teria passado mal e foi encaminhada para o Hospital da Cassems, onde permaneceu internada por dois dias. Apesar dos cuidados médicos, ela não resistiu ao agravamento do quadro clínico, que evoluiu para uma infecção generalizada. Informações sobre velório e sepultamento ainda não foram divulgadas oficialmente, mas familiares já confirmaram que a despedida ocorrerá em Campo Grande, enquanto o enterro será realizado em Fátima do Sul.
Filha do deputado estadual Londres Machado e da ex-prefeita de Fátima do Sul, Ilda Salgado, Grazielle construiu uma trajetória de destaque na política sul-mato-grossense. Publicitária de formação, também atuou como professora e diretora da revista Ímpar. Foi eleita vereadora de Campo Grande em 2004 e reeleita por mais dois mandatos. Em 2014, conquistou uma cadeira na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, mas não disputou a reeleição. Em 2024, tentou retornar à Câmara Municipal, ficando na suplência. Atualmente, exercia função na Secretaria de Estado da Casa Civil.
A suspeita de salmonelose trouxe atenção para os riscos associados à bactéria Salmonella, responsável por uma das infecções alimentares mais comuns no mundo. Segundo o Ministério da Saúde, o micro-organismo pode estar presente em diversos animais, como aves, suínos, bovinos, répteis e até animais domésticos. A transmissão ocorre principalmente por meio da ingestão de alimentos contaminados, especialmente carnes, ovos e frutos do mar crus ou mal preparados.
Os sintomas mais frequentes incluem diarreia, vômitos, febre, dores abdominais, mal-estar, cansaço, perda de apetite e calafrios. Os primeiros sinais costumam surgir entre seis e 72 horas após a ingestão do alimento contaminado e podem durar de dois a sete dias. Embora a maioria dos casos apresente evolução leve, algumas infecções podem se tornar graves, principalmente quando a bactéria alcança a corrente sanguínea ou desencadeia complicações sistêmicas.
O diagnóstico é realizado por exames laboratoriais, que identificam a presença da bactéria em amostras de fezes, sangue ou alimentos suspeitos. O tratamento normalmente inclui hidratação, repouso e controle dos sintomas. Em situações mais graves, pode ser necessária internação hospitalar e acompanhamento intensivo.
Especialistas alertam que medidas simples podem reduzir significativamente o risco de contaminação. Entre elas estão a higienização adequada das mãos e dos alimentos, o consumo de carnes e frutos do mar bem cozidos, o preparo correto dos ovos e a atenção às condições sanitárias dos estabelecimentos onde as refeições são adquiridas.
Enquanto familiares e amigos lamentam a morte de Grazielle Machado, o caso reforça a importância dos cuidados com a segurança alimentar e chama atenção para os riscos de infecções que, embora frequentemente associadas a quadros leves de intoxicação alimentar, podem evoluir para complicações graves e fatais.
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