Decisão final sobre proposta de reajuste de 5,4% dos professores será definida em 1º de julho

Reunião foi realizada na manhã de ontem (24), com representantes da educação pública  - Foto: divulgação/ACP
Reunião foi realizada na manhã de ontem (24), com representantes da educação pública - Foto: divulgação/ACP

Após novo encontro, ACP aposta em remanejamento de recursos para educação para alcançar índice

A segunda rodada de negociação entre a Prefeitura de Campo Grande e a Comissão de Negociação da ACP (Sindicato Campo-grandense dos Profissionais da Educação Pública) sobre o reajuste de 5,4% para os professores terminou nesta quarta-feira (24) sem acordo, mas com avanço na discussão de dados financeiros e a previsão de uma nova reunião decisiva na próxima semana.

“Importante dizer porque a gente não fechou hoje a proposta. Se fosse fechada agora, ela não seria de 5,4%. Ainda faltam alguns remanejamentos que serão acompanhados pela Câmara e pela ACP. É remanejamento dentro das verbas da educação”, afirmou o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni ao final da reunião para a equipe do O Estado.

Ele destacou que o compromisso firmado com a Prefeitura prevê que o reajuste seja viabilizado dentro do orçamento da educação. “Esse foi o acordo com a prefeita no dia 12: tentar pagar os 5,4% de 2026 como reposição do piso, dentro das verbas da educação. Então terá que haver esse remanejamento dentro do setor. Hoje nós tivemos uma reunião com alguns números, de certa forma positiva”, completou.

Em entrevista, Bronzoni afirmou que a reunião foi considerada positiva, com apresentação e solicitação de novos dados sobre o orçamento da educação, o que impediu o fechamento de uma proposta definitiva.
Segundo ele, a ACP e a Comissão de Educação da Câmara Municipal entendem que há possibilidade de alcançar o índice de 5,4%, desde que haja reorganização das despesas internas. “Entendemos que há espaço sim para chegar aos 5,4%, dentro da reestruturação e do remanejamento das verbas da educação”, afirmou.

O presidente explicou ainda que vereadores da Comissão de Educação também solicitaram informações complementares, assim como a própria ACP, o que manteve a negociação em aberto. “Os vereadores solicitaram mais números, a ACP também trouxe outras solicitações. Por isso não fechamos hoje”.

Ele também acrescentou que o valor real do impacto do reajuste depende da definição dos remanejamentos dentro da folha da educação. “O montante geral, quando você remaneja, ainda não é um número fechado. Só depois da reorganização é possível saber o impacto real, em torno de cerca de R$4,5 milhões”, explicou.

Expectativa de proposta final

A próxima reunião foi marcada para o dia 1º de julho, quando a Prefeitura deve apresentar uma proposta. “Saímos com uma próxima reunião marcada para quarta-feira (1), muito positiva, agora tem uma certeza: tem que bater o martelo em cima de uma proposta concreta de 5,4%. É o prazo limite que vamos levar também para a assembleia”.

A assembleia da categoria segue mantida nesta quinta-feira (25) e deverá avaliar os próximos passos do movimento, incluindo possíveis encaminhamentos de mobilização. “Vamos pautar os 5,4% à vista. Essa é a defesa da ACP”, concluiu.

 

Por Geane Beserra

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