O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lança nesta segunda-feira (29) o programa Desenrola Adimplentes, iniciativa voltada a consumidores que mantêm as contas em dia, mas ainda enfrentam dificuldades financeiras devido ao alto custo do crédito. O anúncio será feito às 10h, em cerimônia no Palácio do Planalto, com a participação do ministro da Fazenda, Dario Durigan.
A proposta amplia o alcance do Novo Desenrola Brasil, criado para renegociar dívidas de pessoas inadimplentes, e busca oferecer alternativas para quem, mesmo sem atrasar pagamentos, compromete parte significativa da renda com financiamentos, cartão de crédito, cheque especial e outras modalidades com juros elevados.
Segundo o governo federal, o objetivo é permitir que esses consumidores substituam dívidas com taxas mais altas por linhas de crédito com juros menores, reduzindo o peso das parcelas no orçamento familiar. A expectativa é que a iniciativa também beneficie empresas.
De acordo com o ministro da Fazenda, Dario Durigan, o programa pretende alcançar principalmente trabalhadores informais e pequenos empreendedores, que costumam enfrentar maiores dificuldades para obter crédito em condições favoráveis.
“Uma pessoa que é informal, por exemplo, que é um olhar que a gente tem com muito cuidado, não tem uma renda fixa por mês. Ele não tem um salário recorrente. Não tem uma loja com histórico de recorrência de recebimento. Ele tem que ganhar o seu dia a dia de maneira pontual. E ele é quem mais recebe juros caros no país”, afirmou o ministro.
O Desenrola Adimplentes é uma expansão do Novo Desenrola Brasil, programa criado para renegociar débitos de brasileiros inadimplentes. Entre os mecanismos previstos está a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço) para quitar dívidas à vista.
Pelas regras anunciadas, consumidores que possuem recursos no FGTS poderão utilizar até 20% do saldo disponível ou até R$ 1 mil, prevalecendo o maior valor, para liquidar débitos, facilitando a troca de financiamentos mais caros por operações de crédito com condições mais vantajosas.
Com a nova modalidade, o governo pretende ampliar o acesso ao crédito mais barato e reduzir o comprometimento da renda de milhões de brasileiros, mesmo daqueles que permanecem adimplentes, mas convivem com o elevado custo das operações financeiras.
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