Bombeiro acusado de matar enfermeira e fugir de presídio militar é recapturado em Campo Grande

Foto: reprodução/redes sociais
Foto: reprodução/redes sociais

O subtenente do Corpo de Bombeiros Militar, Elianderson Duarte, de 45 anos, foi recapturado no início da noite dessa sexta-feira (26) por policiais militares da 5ª Companhia, em uma residência localizada na Rua Presidente Rodrigues Alves, no bairro Vila Almeida, em Campo Grande. Ele estava foragido desde o último dia 12 de junho, quando escapou do Presídio Militar Estadual utilizando uma corda improvisada feita com lençóis.

Após a prisão, o militar foi encaminhado à Depac Cepol (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário), onde os procedimentos referentes à recaptura estavam sendo realizados até a publicação desta reportagem. As autoridades ainda não divulgaram detalhes sobre como o paradeiro do foragido foi descoberto.

Elianderson responde pelo feminicídio da esposa, a enfermeira Liliane de Souza Bonfim Duarte, além de tentativa de feminicídio contra a filha e tentativa de homicídio qualificado contra um dos filhos do casal.

Fuga do presídio

De acordo com as investigações, o subtenente aproveitou um momento em que estava sozinho para fugir do Presídio Militar Estadual. Ele escalou o telhado de um dos pavilhões, alcançou uma das torres de vigilância e utilizou uma corda improvisada, conhecida como “teresa”, para transpor o muro da unidade.

Embora o alarme do presídio tenha sido acionado durante a fuga, a ausência do detento só foi percebida posteriormente, durante a conferência realizada pelos militares.

No dia seguinte à fuga, a Corregedoria-Geral da Polícia Militar instaurou um procedimento administrativo para apurar as circunstâncias da evasão. A corporação informou, na ocasião, que reforçou as medidas de segurança no presídio e mobilizou equipes das forças de segurança para localizar o militar.

Crime teve grande repercussão

Elianderson foi preso em março deste ano, poucas horas após atacar a esposa com golpes de marreta dentro da residência da família, em Ponta Porã, município localizado a 313 quilômetros de Campo Grande.

Durante o ataque, dois filhos do casal, uma adolescente de 17 anos e um adolescente de 15, ficaram feridos ao tentarem defender a mãe. O filho mais novo, de 13 anos, recebeu atendimento devido ao abalo emocional provocado pela violência.

Liliane foi socorrida em estado grave e permaneceu internada por três dias, mas não resistiu aos ferimentos na cabeça e morreu em 6 de março. Com a confirmação da morte, o caso passou a ser investigado como feminicídio consumado.

Após o crime, Elianderson tentou fugir a pé, mas foi localizado por policiais civis com o auxílio de informações fornecidas por moradores. Ele acabou contido por populares até a chegada da equipe policial e, naquele momento, alegou ter agido em legítima defesa.

O caso ganhou grande repercussão em Mato Grosso do Sul pela extrema violência empregada no ataque e pelo fato de os próprios filhos do casal também terem sido vítimas da ação criminosa.

 

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