Medicamentos sem autorização sanitária e cigarros eletrônicos foram encontrados em transportadora após fiscalização conjunta da Sefaz e Vigilância Sanitária
Nesta quinta-feira (25), uma operação conjunta da Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz) e da Vigilância Sanitária Estadual (CVISA) apreendeu, 2.225 medicamentos irregulares — entre ampolas e canetas emagrecedoras e 129 dispositivos eletrônicos para fumar (vapes) em uma transportadora de Campo Grande.
A fiscalização começou depois que a Sefaz identificou encomendas suspeitas e acionou a Vigilância Sanitária. Segundo os fiscais, apesar de os produtos estarem distribuídos em diversas embalagens individuais, o volume apreendido é considerado elevado e equivale ao que normalmente é encontrado em cerca de um mês de fiscalizações em remessas postais.
Entre os itens recolhidos estavam canetas emagrecedoras com substâncias como tirzepatida e retatrutida, além de medicamentos, produtos injetáveis, suplementos e cigarros eletrônicos comercializados de forma irregular.
A transportadora será autuada administrativamente por, segundo a Vigilância Sanitária, não adotar mecanismos capazes de impedir o transporte de mercadorias ilegais.
De acordo com o fiscal Matheus Pirolo, os medicamentos apreendidos apresentavam irregularidades que vão além da falta de registro sanitário. Ele afirma que alguns produtos sequer possuem autorização para comercialização em seus países de origem e que, mesmo aqueles eventualmente registrados, não poderiam ser vendidos da forma como estavam sendo transportados e distribuídos.
A Vigilância Sanitária reforça que medicamentos desse tipo devem ser comercializados exclusivamente por estabelecimentos autorizados, com controle de armazenamento e, quando exigido, mediante prescrição médica.
Os 129 cigarros eletrônicos também foram apreendidos porque a fabricação, importação, comercialização, transporte e propaganda desses produtos seguem proibidos no Brasil.
A endocrinologista Bianca Paraguassu alertou para os riscos da compra de canetas emagrecedoras no mercado clandestino. Segundo ela, além da possibilidade de falsificação, esses medicamentos exigem controle de qualidade, armazenamento adequado e acompanhamento médico, já que o uso indiscriminado pode provocar efeitos adversos graves.
Denúncias sobre a venda irregular de medicamentos e cigarros eletrônicos podem ser feitas à Ouvidoria Nacional do SUS, pelo telefone 136.

