Licitação do Hospital Municipal de Campo Grande termina sem interessados após quatro minutos

Projeto Hospital Municipal - Foto: Divulgação
Projeto Hospital Municipal - Foto: Divulgação

A nova tentativa da Prefeitura de Campo Grande para viabilizar a construção do HMCG (Hospital Municipal de Campo Grande) terminou sem empresas interessadas. A licitação eletrônica realizada na manhã desta sexta-feira (19) durou apenas quatro minutos e foi declarada deserta.

O certame foi aberto às 7h45 e encerrado às 7h49 sem o registro de propostas. A concorrência previa a contratação de uma empresa para implantar o complexo hospitalar por meio do modelo built to suit, modalidade em que a iniciativa privada projeta, constrói, equipa e opera a estrutura, enquanto o poder público realiza pagamentos pelo uso ao longo do período contratual.

Esta foi a segunda tentativa da administração municipal de contratar a obra. O primeiro edital, lançado em julho de 2024, teve seu processo encerrado em fevereiro deste ano. Na ocasião, as duas empresas participantes, Health Brasil Inteligência em Saúde Ltda e FC Brito Neres Engenharia e Serviços Ltda, foram desclassificadas durante a análise da documentação.

De acordo com o projeto, o Hospital Municipal será construído em uma área localizada entre as ruas Raul Pires Barbosa e Augusto Antônio Mira, na região do bairro Chácara Cachoeira. O contrato previa remuneração mensal máxima estimada em R$ 5.142.403,37 pelo prazo de 240 meses.

Com área projetada de 14,9 mil metros quadrados, o complexo deverá oferecer atendimento integral pelo SUS (Sistema Único de Saúde). A estrutura contará com 259 leitos, sendo 49 destinados ao pronto atendimento, 20 para CTI (Centro de Tratamento Intensivo) — divididos igualmente entre pacientes adultos e pediátricos — e outros 190 leitos de enfermaria.

O edital estabelecia prazo máximo de 450 dias para que a empresa contratada projetasse, construísse e colocasse o hospital em funcionamento. Ao final do contrato, o imóvel, os equipamentos e os mobiliários passariam automaticamente para a propriedade do município, sem custos adicionais.

Com a ausência de interessados, a Prefeitura de Campo Grande deverá avaliar os próximos passos para viabilizar a construção do hospital, considerado um dos principais projetos de ampliação da rede pública de saúde da Capital.

 

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