PNAD Educação 2025 mostra avanço no ensino superior, mas também desigualdades por sexo e cor/raça no estado
A maioria da população jovem de Mato Grosso do Sul trabalhava, mas não estudava em 2025, o que representa 17,9%, segundo a PNAD Contínua Educação divulgada nesta sexta-feira (19) pelo IBGE. O estado também apresentou avanço no ensino superior, mas manteve desigualdades no recorte por sexo e cor/raça.
Segundo o levantamento, 42,7% das pessoas de 15 a 29 anos estavam ocupadas e fora da escola. Outros 26% apenas estudavam, 17,9% estudavam e trabalhavam, e 13,5% não estudavam, não trabalhavam e não se qualificavam.
O analfabetismo entre pessoas de 15 anos ou mais ficou em 3,9% em Mato Grosso do Sul, o equivalente a cerca de 87 mil pessoas. Entre os idosos, o índice foi bem mais alto: 12,3% na faixa de 60 anos ou mais. Também houve diferença por cor ou raça, com taxa de 4,4% entre pretos e pardos e de 3,2% entre brancos.
No ensino superior, 23,1% das pessoas de 25 anos ou mais já haviam concluído a graduação. O estado ficou em 7º lugar entre as Unidades da Federação. As mulheres seguem com maior escolaridade média que os homens, e a população branca aparece com indicadores mais favoráveis do que pretos e pardos em praticamente todos os recortes analisados.
A taxa ajustada de frequência escolar líquida entre crianças de 6 a 14 anos chegou a 96%, enquanto entre jovens de 18 a 24 anos no ensino superior ficou em 30%. Entre brancos dessa faixa etária, a taxa foi de 42%, contra 21,9% entre pretos e pardos.
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