Parreira segue na UTI e respira com ajuda de aparelhos após infecção pulmonar

Carlos Alberto Parreira comandando a Seleção Brasileira em 2005 - Foto:  Arquivo/CBF
Carlos Alberto Parreira comandando a Seleção Brasileira em 2005 - Foto: Arquivo/CBF

O ex-técnico da seleção brasileira Carlos Alberto Parreira, de 83 anos, permanece internado na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) de um hospital na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio de Janeiro, em tratamento de uma infecção pulmonar.

De acordo com boletim médico divulgado nessa quinta-feira (18), Parreira respira com auxílio de aparelhos, mas apresenta quadro clínico estável. O hospital informou que o ex-treinador segue sob cuidados intensivos e, até o momento, não há previsão de transferência para um quarto.

“O paciente encontra-se estável, sem previsão de alta para o quarto”, informou o Hospital Samaritano Barra, da Rede Américas, em nota oficial.

A internação do ex-comandante da seleção brasileira campeã mundial em 1994 havia sido confirmada na quarta-feira (17), mas somente agora foram divulgados detalhes sobre seu estado de saúde. Familiares agradeceram as mensagens de apoio e solidariedade recebidas desde a divulgação da notícia.

Parreira enfrenta problemas de saúde desde 2023, quando foi diagnosticado com linfoma de Hodgkin, um tipo de câncer que afeta o sistema linfático. Desde então, ele realiza tratamento médico para a doença.

O linfoma de Hodgkin atinge os linfócitos, células responsáveis pela defesa do organismo. A enfermidade provoca alterações nesses glóbulos brancos, que passam a se multiplicar de forma desordenada. Embora possa surgir em qualquer faixa etária, a doença é mais frequente entre jovens adultos e idosos, sendo mais comum em homens.

Considerado um dos maiores técnicos da história do futebol brasileiro, Carlos Alberto Parreira comandou a seleção na conquista do tetracampeonato mundial na Copa do Mundo FIFA de 1994. Ao longo da carreira, também dirigiu clubes e seleções de diversos países, consolidando seu nome entre os treinadores mais vitoriosos do futebol mundial.

Segundo especialistas e dados do Instituto Nacional de Câncer, a maioria dos casos de linfoma de Hodgkin apresenta boas chances de cura quando diagnosticada e tratada adequadamente.

 

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