Chuvas atrasam colheita do milho em MS

Crédito:  Elza Fiúza / Agência Brasil
Crédito: Elza Fiúza / Agência Brasil

Com previsão de 11,1 milhões de toneladas, apenas 0,1% da área plantada havia sido colhida até junho 

 

Com projeção de colher 11,139 milhões de toneladas de milho na segunda safra 2025/2026, Mato Grosso do Sul iniciou a colheita em ritmo mais lento que o esperado. Até a segunda semana de junho, apenas 0,1% da área cultivada havia sido colhida, reflexo do excesso de chuvas registrado nas principais regiões produtoras do Estado. 

Dados do Projeto SIGA-MS, executado pela Aprosoja/MS com recursos do Fundems/Semadesc, mostram que o percentual está cerca de dois pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período da safra passada.

Segundo o coordenador técnico da Aprosoja/MS, Gabriel Balta, o atraso é consequência do elevado volume de chuvas registrado nos principais municípios produtores do Estado. A umidade excessiva dos grãos dificulta a entrada das máquinas nas lavouras e impede o avanço mais acelerado da colheita.

Apesar do início lento, a expectativa do setor é de que os trabalhos ganhem ritmo nas próximas semanas. Historicamente, a maior concentração da colheita ocorre entre o fim de junho e a segunda quinzena de julho.

O monitoramento mais recente aponta que 70,8% das lavouras apresentam bom potencial produtivo, enquanto 18,3% estão em condição regular e 10,9% foram classificadas como ruins.

Nesta safra, o milho ocupa 2,206 milhões de hectares, área 3% superior à registrada no ciclo anterior. Entretanto, mesmo com a expansão da área cultivada, a produção prevista é 20,1% menor que a da safra passada devido aos impactos climáticos registrados ao longo do desenvolvimento das lavouras.

 

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