Do churrasco de chão ao chocolate de Gramado, itens como erva e cuia, além da moda para o inverno. Tudo isso é destaque em mais de uma edição da Fenasul, feira gaúcha que já é tradição em Campo Grande e que se consolidou como referência em cultura e tradições do sul. Com programação de 3 a 12 de julho, a feira será realizada pelo segundo ano no Parque de Exposições Laucídio Coelho (Rua Américo Carlos da Costa, 320, no Jardim América).
A feira oferece uma imersão no universo sulista, com mais de 40 estantes de expositores vindos do sul, que trarão o melhor da gastronomia típica, como o famoso churrasco e o chimarrão, além de queijos trufados e defumados, salames coloniais, vinhos e sucos da Serra Gaúcha, doces artesanais como as cucas e compotas, e chocolates da cidade de Gramado. O público também encontra vestuário tradicional com moda de couro para o inverno, dentre botas, jaquetas, chapéus e acessórios, música ao vivo, danças típicas e produtos artesanais.
Para quem irá acompanhar o evento pelos sabores, um dos pontos altos é a costela no Fogo de Chão, além da Casa do Gaúcho, espaço criado para promover encontros, rodas de conversa e vivências sobre os costumes, a história e símbolos da cultura gaúcha.
Parceria com MS
Para o jornal O Estado, o organizador da feira, Sérgio Silva, revelou que este ano a Fenasul trará novidades: uma parceria com empreendedores locais, com espaço especial para estandes de produtos de Mato Grosso do Sul.
“A Fenasul 2026 trará novos expositores na área de moda, na área de gastronomia, e nós teremos um pavilhão específico, aliás, dois pavilhões específicos para expositores locais. Isso é uma novidade; nós abrimos um espaço para o empreendedor local, seja na área de artesanato, moda, então é bacana ter o comércio local participando conosco”, disse em entrevista ao Jornal O Estado.
Reunindo entretenimento, negócios, gastronomia e cultura, a organização comenta que o evento é “multissetorial” e, por isso, consegue reunir um público tão diversificado. “É um público muito eclético em faixas sociais, em faixas etárias. Então, é um entretenimento, é um evento para todas as idades, para todos os gostos, porque ela reúne num só local: compras, diversão, gastronomia, cultura e área comercial”, explicou Sérgio.
Força na experiência
Ao longo do ano, são realizadas pelo menos 12 edições da FenaSul ao redor do país. Para o jornal O Estado, Silva pontua que os impactos da realização do evento nas cidades são tanto econômicos quanto culturais. “O impacto cultural é muito positivo, funciona como uma troca”, disse o organizador.
“Devido ao público crescente, esperamos que, nos 10 dias da edição 2026 da Fena Sul, pelo menos 20 mil pessoas compareçam. Isso gera mais de 80 expositores que movimentam hotéis, restaurantes, farmácias, postos de gasolina e shoppings, além de visitar pontos turísticos. Também utilizamos serviços locais de mídia, rádio, TV, outdoor, segurança e limpeza, o que impulsiona significativamente a economia da cidade”, complementa.
Presença marcada
A cada ano, cresce a busca por experiências além dos shows e exposições. Para chamar ainda mais o público, a organização busca trazer, até mesmo na música, a cultura gaúcha.
“As novidades da FENASUL 2026 serão apresentações diárias de grupos locais, regionais, inclusive grupos de música gaúcha, grupos de baile, nós vamos divulgar em breve, e a apresentação de dois grupos de dança. Todo ano nós temos um grupo de dança, que se apresenta durante os dez dias. Esse ano serão dois grupos de dança do Rio Grande do Sul, um de Porto Alegre e outro de Novo Hamburgo”.
Para Sérgio, a Fenasul já faz parte do calendário de eventos de Campo Grande, assim como é cidade carimbada para o evento ser realizado.
“Todos os anos recebemos a cidade com prazer; a feira é muito agradável e bem recebida pelo público. Este ano, com dois pavilhões dedicados a empreendedores locais, a relação fica ainda mais estreita. Será ótimo contar com os empreendedores de Campo Grande e de outras cidades, promovendo troca de experiências. A Fenasul traz produtos e expositores, acolhendo também os expositores locais”.
História
A FenaSul nasceu em Minas Gerais, há 20 anos, com o nome de ‘Minas Tchê’, conforme Silva. “Nosso objetivo era trazer para Minas um pouco da cultura da região Sul do país, que muitas pessoas não têm a oportunidade de conhecer. Lá são realizadas três edições nos municípios de Belo Horizonte, Uberlândia e Juiz de Fora. Ela foi batizada de FenaSul após sair de Minas Gerais para ser realizada em outros estados”, explicou.
“Convido todos a virem conhecer. A feira não é para sulistas, muito pelo contrário, 90% do público é de pessoas que não são do sul, são de pessoas que querem conhecer os produtos, a cultura, que querem adquirir algum item”, finaliza o organizador.
Serviço: A FenaSul será entre os dias 4 e 13 de julho, no Parque de Exposições Laucídio Coelho. A entrada no evento custa R$ 10 por pessoa (preço promocional – valor de meia entrada para todos). Crianças até 10 anos não pagam, mas devem ter as cortesias retiradas por meio das redes sociais da @fenasulcg, que conta também com diversas promoções e cortesias para dias específicos.
Carolina Rampi